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Como não reagir à agressividade do outro
10/08/2019 18:33 em Redação - Rádio Palermo

Como não reagir à agressividade do outro e evitar conflitos?

 

É difícil manter a neutralidade quando algo nos atinge. Imagina você, em um dia calmo e tranquilo, sendo atingido pela agressividade do outro sem nenhum "motivo" que justifique a tal agressão. Como você reagiria? Será que conseguiria se manter neutro?

 

 

 

O ponto em que quero chegar é na sabedoria de conseguir identificar que podemos estar em um momento emocional diferente do outro. Por exemplo: a sua semana ou até mesmo o seu dia podem estar sendo tranquilos enquanto os do outro estão um caos. Chega um momento em que a atitude que você teve, que pode não ter sido nada demais para você, para o outro, que já vive o caos naquele dia ou há dias, pode ser a tal gota d'água e, então, ele exploda. O que fazer nesse momento?

 

Respirar, respirar… Sim! Para que você tenha neutralidade diante de um caos que venha em sua direção sem justificativa, é necessário que você mantenha a sua respiração calma e tranquila para ajudar a sua organização mental. É natural que no momento em que o outro está agindo agressivamente tenhamos a tendência de ser agressivos na tentativa de nos proteger. Mas você já percebeu que quando o outro vem com tamanha agressividade e você simplesmente não reage e não tenta combater a agressividade do outro, o outro, sozinho, acaba tomando consciência do que está fazendo e de que a sua agressividade provavelmente passou dos limites?

 

Olhando de uma maneira diferente para essa situação, o cérebro reage quimicamente à agressividade e todo o corpo será mobilizado para agredir. O "sangue ferve", a respiração acelera, as mãos começam a suar e todo esse "movimento" que foi estimulado pela emoção, vai buscar do lado de fora, ou seja, no outro, uma reação para que o estímulo continue acontecendo. É como um carro que começa com a força da primeira marcha e precisa de mais aceleração para que outras marchas sejam passadas e o carro/raiva continue em movimento. Dito isso, se você não apertar o acelerador, não reagir com a mesma emoção (no caso a raiva), a marcha não será passada e o carro/outro não terá como continuar o movimento. Ou seja, a pessoa que te agrediu não receberá estímulo para manter a raiva dela ativa, crescente e em movimento.

eutralidade é uma palavra bonita, mas é difícil de se aplicar na prática o seu real significado. Hoje, o que posso deixar como uma dica é a observação e conscientização de suas emoções. Para que você possa reagir conscientemente em seu dia a dia, em suas relações, nas situações adversas da vida, você precisa ter consciência todos os dias de quem você é e como você está se sentindo naquele dia, naquele momento. Assim, a dor do outro fica sendo do outro e você tem a oportunidade de, a partir da empatia, conseguir separar as suas emoções das emoções da outra pessoa e agir conscientemente a favor da relação.

 

Tatiana Auler - 

Psicóloga 

 

CRP 05/56969

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